As concessionárias do Brasil parecem não se importar com o mercado de motos seminovas.

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Apesar do crescimento de venda de motocicletas no Brasil e, consequentemente, a explosão de vendas de motos usadas, as concessionárias parecem não se importar com o mercado de motos seminovas. Deixando de lado esse potencial de ganho substancial.

O Brasil já ultrapassou 35 milhões de motos em circulação e, até setembro de 2025, as vendas acumularam alta de 13% sobre 2024. Não é pouco: fora da Ásia, somos o maior produtor de motocicletas, com a indústria de Manaus altamente verticalizada. Isso não é “montagem”, é fabricação e o setor virou uma rara exceção de vitalidade na indústria brasileira.

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O fenômeno tem explicação econômica: carros encareceram, o crédito segue restrito e muita gente depende da moto para gerar renda. Hoje, um carro de entrada beira R$ 80 mil; uma moto básica parte de ~R$ 10 mil e 8 em cada 10 vendas são de até 160 cc.

Manter e abastecer uma moto custa, em média, 80% menos que um carro (algo como R$ 400/mês vs. R$ 2.000/mês). No Nordeste, a frota triplicou em dez anos e já são 10,7 milhões de unidades; em 70% das cidades nordestinas há mais motos do que carros (no Norte, é mais de 80%).

Enquanto isso, o “motor” do crescimento está organizado: consórcios próprios das montadoras, previsibilidade de volume, pós-venda amplo e liderança sólida, com quase 90% do mercado entre Honda Brasil e Grupo Yamaha Brasil. Agora, novas marcas estão chegando com a tentativa de acabar com essa hegemonia.

Mas onde está a estratégia das concessionárias para capturar o ciclo de troca e o valor residual na moto seminova?

É hora de agir: estruturar avaliação e recompra (trade-in) com tabela e SLA, criar “Motos Seminovas Certificadas” com checklist e garantia, financiar a usada com esteira leve (incluindo consórcio), montar vitrine digital dedicada, integrar pós-venda (revisão rápida, pneus, seguro, acessórios) e trabalhar a recorrência com benefícios para quem troca a cada 18–24 meses.

Quem organizar o funil do seminovo na moto vai capturar volume, margem e fidelidade, antes da concorrência das lojas independentes.

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