Essa foi a frase que mudou tudo.
Nos anos 90, decidimos fazer algo impensÔvel: fechar a hashtag#concessionÔria por três dias.
Isso mesmo. Portões trancados, luzes apagadas e um único grito ecoando na TV e nos jornais locais:
āNĆO COMPRE CARRO HOJE!ā
O evento foi o primeiro āBreca Varejoā da história do segmento automotivo na Chacha VeĆculos, em Campo Grande (MS).
Era uma concessionƔria Chevrolet imponente, do saudoso Henrique Martins, projetada por ninguƩm menos que, o famoso arquiteto, Ruben Gil de Camilo.
Durante trĆŖs dias, o suspense tomou conta da cidade.
Quando abrimos as portas⦠o que aconteceu foi simplesmente inacreditÔvel.
Mais de 1.200 pessoas invadiram o showroom logo pela manhã.
Coloquei duas pessoas com contador de brete de gado na entrada. Sim, para controlar cada cliente que entrava.
Montamos um time especial de anƔlise de crƩdito, que aprovava fichas por telefone e fax (era assim que se fazia na Ʃpoca).
A diretoria de marketing da Chevrolet , liderada pelo SƩrgio Medeiros, enviou seu jovem estagiƔrio Fabio Braga para acompanhar o evento, que se tornaria um marco.
O resultado?
Mais de 120 carros vendidos em um Ćŗnico dia.
O estoque de seminovos acabou.
Tivemos que pedir para as lojas da cidade trazerem hashtag#carros em consignação para continuar vendendo.
Aquela frase, que parecia um contrassenso, se transformou em uma revolução no hashtag#varejo automotivo.
Hoje, olhando para trĆ”s, eu percebo que o āNĆ£o compre carro hojeā era, na verdade, um convite.
Um convite para pensar diferente, criar o novo e desafiar o óbvio.
Porque, Ć s vezes, para vender mais, Ć© preciso parar e fazer barulho.




